O Rei Pelé, Edson Arantes e eu
Na virada do século, trabalhei com Aníbal Massaíni na produção do filme Pelé Eterno. Assisti a inúmeras e maravilhosas cenas de pura magia que, para baixar o custo, foram preteridas por enfadonhos depoimentos. Mas não é disso que quero falar. Nesta semana, assisti ao documentário Pelé, produzido pela Netflix. Confesso que não muito melhor que o nosso. Logo na abertura, me deparei com esta cena que me fez voltar no tempo. Vendo Edson Arantes caminhando com auxílio de um andador, destes geriátricos, lembrei do dia que gravamos, no velho Maracanã, uma reprodução do Milésimo Gol, com Pelé, o goleiro Andrada e as “criancinhas”, representadas por um grupo de 100 crianças do Projeto Mangueira do Amanhã. Após gravar, repetidas vezes o famoso pênalti. Vale dizer que ora ele pedia para repetir, pois achava que poderia fazer melhor ou as crianças invadiam para comemorar o gol e a lembrança de 30 anos atrás, antes do combinado. Terminada aquela cena o Rei, se recolheu ao vestiário sem confessa...